A coisa mais importante que você precisa aprender: inglês


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Uma vez eu comecei uma palestra pra uma classe de estudantes de jornalismo assim: quem quer ser correspondente em Nova York? Metade levantou a mão. E quem aqui fala e escreve bem em inglês? Dois levantaram a mão. É a diferença entre ter um sonho e ter um objetivo.

Esses dias, num papo com gente já formada, na PUC, repeti a graça. O grupo tinha uns quinze, um terço levantou a mão. Melhorou bem a proporção. O que isso significa? Que inglês é cada vez menos um diferencial importante?

Aí perguntei: e quem aqui fala e escreve bem em mandarim ou cantonês?

Zero, como era de se imaginar. Mas a China não está cada vez mais importante? Será que não valia a pena aprender a língua dos caras? Um camarada lá me deu um bom cala-boca: mas os chineses falam inglês. É verdade, embora o sotaque pra gente complique bastante.

O ponto é que inglês é, de fato, o esperanto que esperávamos. Quem tem inglês bom tem muita vantagem na vida. Pra viajar, pra estudar, pra trabalhar, para entender e enfrentar apreciar o mundo.

Eu comecei a estudar inglês por causa do judô. Eu tinha seis anos e queria fazer judô, ignoro o porquê. Meu pai emprestou um kimono de alguém – um primo mais velho? – e me levou para uma aula de experiência.

No final da aula, lembro como se fosse hoje, meu pai perguntou o que eu tinha achado. Eu disse: acho que em vez de judô quero estudar inglês.

Resultado: sou ruim de briga mas bom de papo. Em duas línguas!

Foram sete anos, um e pouco de professora particular de conversação, uns seis meses mezzo abandonados de Alumni, já na faculdade. Me dediquei mais a aprender inglês do que qualquer outra coisa na vida. E mais muito gibi, muita música, livro, trabalho. Por isso tudo é que sempre fiz questão que meu filho tivesse um inglês de primeira. Esse ano ele começou em uma escola de inglês mesmo, independente da escola normal.

Duas vezes por semana. Esses dias a professora dele puxou papo comigo, em inglês. Depois de um pouco me elogiou: você morou nos States? Nunca.

Mas uso o tempo todo. Hoje tive um almoço de trabalho com dois russos.

De três horas. Em inglês. No problem.

Continuo fazendo erros idiotas de vez em quando, principalmente quando falo muito rápido. Não importa. Importa é que quando eu encontro algo como o Cosmo Learning – um site que simplesmente oferece 1800 documentários em inglês sob todo tipo de assunto, de graça, na internet – sinto que toda a informação do mundo está a um click pra mim, e sinto por todos que não terão acesso a esta maravilha, por só ter o português.

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