A Solidão Me Ataca


A solidão me ataca, mesmo entre multidões e amores, mesmo sendo o centro de todas as atenções;
A solidão me ataca, não como um guerreiro enfurecido, mas como um sombrio torturador frio e calculista, dilacerando com extremo cuidado a mais insignificante parte de meu corpo, com a intensão de me fazer sentir os pormenores da intimidade detalhista da dor;
A solidão me ataca, como um tiro de ouro entre meu peito, forte o suficiente para causar enorme dor à ponto de parar, mas fraco o bastante para se alojar em meu coração, um tiro que vem todos os lados e a qualquer momento.
Seria a solidão um mau necessário? Proporcionar-me-ia algo com tal sofrimento e dor?
A solidão me ataca, com a finalidade de me remover da rotina estonteante e me jogar na eterna reflexão, fazendo-me refletir sobre meus erros, perdoar meu passado e curar minhas feridas, mas…
A solidão me ataca, com seu martírio sem fim, crucificando até a hétera parte de meus pensamentos, recobrindo meus conceitos e os esmagando ferozmente, em uma tragédia diária, em busca da imperfeita perfeição.

C.Ventrone

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